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Guerra de patentes entre Facebook e Yahoo! continua
Rainier Ehrhardt
A guerra judicial entre os grupos de internet Yahoo! e Facebook sobre suas respectivas patentes acentuou-se nesta sexta-feira depois que o primeiro acusou seu rival de comprar propriedade intelectual somente para poder atacá-lo.
O Yahoo! incluiu esta acusação em uma resposta de 37 páginas a uma ação iniciada pelo Facebook no início do mês, na qual a gigante das redes sociais buscou se defender de um julgamento por usurpação de patentes.
“Em represália contra as alegações de boa fé do Yahoo! por violação de patente, o Facebook dá conta da usurpação de 10 patentes”, lembra o advogado do Yahoo!, Kevin Smith, nesse documento.
Mas, segundo ele, o “Facebook carece de justificação de boa fé na maioria – ou em todas – suas reclamações, particularmente no caso de patentes compradas de outros”.
Essa resposta é divulgada poucos dias depois do anúncio de que o Facebook pagará 550 milhões de dólares para comprar patentes adquiridas em primeira instância pela AOL, e depois compradas e revendidas pela Microsoft.
“Estamos perplexos diante das iniciativas erráticas do Yahoo!”, disse um porta-voz do Facebook em e-mail enviado à AFP.
Fonte: Veja
Twitter só usará patentes para se defender de processos
Microblog propõe novo mecanismo, segundo o qual ações judiciais só serão possíveis com autorização do autor da patente em questão
O Twitter anunciou nesta quarta-feira que irá usar suas patentes apenas para se defender de processos de propriedade intelectual iniciados por outras companhias, nunca para processar empresas rivais. Pelo novo modelo, o criador da invenção patenteada terá que autorizar a abertura de ações judiciais relativas a eventuais violações de propriedade intelectual.
Uma versão preliminar do novo modelo de patente, chamado de acordo de patentes do inovador, foi publicada e agora aguarda contribuições da comunidade. O Twitter promete licenciar todas as suas patentes – passadas e futuras – seguindo as novas regras.
A medida foi motivada pelo processo movido pelo Yahoo contra o Facebook. No passado, o Yahoo chegou a prometer que só usaria suas patentes para finalidades defensivas – ou seja, para se defender de processos iniciados por outras companhias.
Fonte: Veja
Inpi fecha acordo com europeus sobre patentes
Parceria prevê criação de um serviço de tradução automática de envio para os pedidos de patentes no site do Escritório Europeu de Patentes
São Paulo – O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) assinará nesta quarta-feira (11/04) um acordo bilateral com o Escritório Europeu de Patentes (EPO) para reforçar a cooperação entre Brasil e Europa. A proposta consiste em criar no site do EPO um serviço de tradução automática de envio para os pedidos de patentes.
Com o sistema, as instituições esperam incentivar o envio de pedidos de patentes brasileiros para a Europa e de empresas europeias para o Brasil. Nos últimos anos, as duas regiões têm reforçado as relações no campo da inovação. Os pedidos de empresas francesas no Inpi, por exemplo, cresceram 7,7% entre 2010 e 2011, enquanto os de empresas alemãs subiram 14%.
O Escritório Europeu de Patentes é uma das maiores instituições europeias. Com sede em Munique, na Alemanha, o EPO é a instituição responsável pela proteção da propriedade intelectual dos 38 estados-membros da Organização Europeia de Patentes.
Fonte: Exame
Processo de patente pode levar Google a ficar sem dinheiro
O investidor James Altucher alertou o mundo da tecnologia sobre a possibilidade de o Google perder todo o dinheiro em caixa dentro dos próximos meses. O “culpado” seria um potencial processo de infração de patentes relacionadas a uma companhia criada em 1990, como conta o site Business Insider.
Há 20 anos, um cientista da computação de Carnegie Mellon criou e patentou uma tecnologia que se tornoy a Lycos. As patentes tinham a ver com diversos aspectos de como monetizar uma busca online por meio de algoritmos e cliques, que determinariam quais anúncios eram mais eficazes e mais relevantes.
Anos mais tarde, uma companhia chamada Overture tentou registrar uma série de patentes, mas teve as de monetização de busca recusadas justamente porque a Lycos já as possuía. Na época, a Lycos entrou em processo de falência.
A questão é que a empresa ressurgiu – e um antigo invstidor recomprou as patentes de monetização de busca que haviam restado da Lycos. Ele criou uma nova companhia com base nessas patentes, que se fundiu com a Vringo. A Vringo, segundo conta o Business Insider, deve usar as patentes de busca para entrar em uma briga com o Google, cuja base de existência é justamente a monetização de buscas online por meio de cliques e algoritmos.
Ao longo dos anos, o gigante das buscas gerou US$ 67 bilhões em receita. Em breve, é possível que o Google tenha que entregar alguns milhões para a Vringo. Ou, dentro do cenário mais drástico possível, perder todo o dinheiro gerado em cima de uma patente que pertence a uma outra companhia. O Google não se pronunciou sobre o caso.
Fonte: Tecnologia Terra
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