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	<title>Beerre &#187; top of mind</title>
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		<title>Top of mind: Nike, Omo e Coca-Cola lideram o ranking</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 13:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marca]]></category>
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Pela primeira vez, a Nike divide com a Coca-Cola e o Omo, neste ano, a liderança do ranking Top do Top. A empresa de artigos esportivos teve 3% de lembrança dos entrevistados, enquanto o sabão em pó e o refrigerante registraram 6%, o que configura um empate técnico.
A Nike é novata na premiação. Começou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>FERNANDO CASSARO</em></strong></p>
<p>Pela primeira vez, a Nike divide com a Coca-Cola e o Omo, neste ano, a liderança do ranking Top do Top. A empresa de artigos esportivos teve 3% de lembrança dos entrevistados, enquanto o sabão em pó e o refrigerante registraram 6%, o que configura um empate técnico.</p>
<p>A Nike é novata na premiação. Começou na pesquisa com 1% de citações e, em boa parte dos anos, obteve 2%. O Omo esteve entre os vencedores desde a criação da categoria, em 1993.</p>
<p>Já a Coca-Cola só não ficou no topo em 99, acumulando 16 vitórias.</p>
<p>Qual é o segredo de estar presente na cabeça dos consumidores, uma vez que milhares de produtos podem ser encontrados no varejo?</p>
<p>O diretor-geral da Interbrand Brasil, Alejandro Pinedo, acredita que os resultados só são atingidos quando se consegue conquistar a confiança e se tornar íntimo o suficiente das pessoas para trazê-las à marca. &#8220;As três empresas procuram entender o consumidor e se comunicar bem com ele&#8221;, afirma Pinedo, que está à frente de umas das principais consultorias de marcas do mundo.</p>
<p><strong>Nike, com a bola na rede</strong></p>
<p>Cristiano Ronaldo, Luís Fabiano, Ronaldo&#8230; Esses são alguns dos jogadores presentes nas campanhas publicitárias da Nike. Além de atletas,</p>
<p>a empresa de artigos esportivos conta com o prestígio do técnico do Corinthians, Mano Menezes. Por faixa etária, a força da companhia é maior entre os jovens de 16 a 24 anos, com 7% das citações. &#8220;A gente sabe como o futebol é importante para o país&#8221;, diz o diretor de marketing da empresa, Tiago Pinto.</p>
<p>A marca destaca-se ainda no Sudeste e no Sul do país, onde é mencionada por 4%. É também mais citada entre os consumidores cuja renda familiar é maior do que dez salários mínimos (5%).</p>
<p>Não é só no futebol que a companhia tem lugar cativo. A Nike ganhou espaço entre corredores amadores, por ser uma das primeiras a organizar eventos para essa turma. Entram na lista a Nike+ Human Race 10K e uma corrida do parque do Ibirapuera, em São Paulo, com destino à orla de Ipanema, no Rio de Janeiro, marcada para 22 de outubro. &#8220;A Nike é uma empresa fundada por atletas e para atletas&#8221;, afirma o gerente de brand communication da marca, Marcio Zorzella.</p>
<p>Pensando nesse público, a empresa firmou uma parceria com a Apple. As duas marcas desenvolveram um dispositivo que, por meio de um sensor instalado na palmilha do tênis, repassa dados importantes da corrida diretamente para um I-Pod, como a distância percorrida e a queima de calorias. &#8220;Foi uma jogada de mestre&#8221;, resume Pinedo, da Interbrand.</p>
<p>No ranking da consultoria, a marca é a 26ª mais valiosa do mundo (US$ 13,1 bilhões).</p>
<p><strong>Para Omo, sujar-se faz bem</strong></p>
<p>No Brasil desde 1957, o Omo tornou-se quase sinônimo de sabão em pó. &#8220;Temos um conhecimento profundo das necessidades do consumidor, inovamos sempre e a nossa comunicação é muito consistente&#8221;, afirma a diretora de marketing da área de higiene e limpeza da Unilever, Priya Patel.</p>
<p>A marca é bem lembrada em todos os segmentos, com destaque para as mulheres, com 10% das citações.<br />
&#8220;A Unilever criou um relacionamento estreito com os consumidores, passando a fazer parte do dia a dia de milhões de pessoas&#8221;, diz o presidente da empresa, Kees Kruythoff.</p>
<p>Desde a chegada ao Brasil, o Omo é líder no segmento. De acordo com a consultoria Nielsen, o produto detinha 51,3% de participação de mercado em agosto. Isso em um setor que, no ano passado, faturou R$ 3,1 bilhões, com 684 mil toneladas produzidas. &#8220;É uma marca fortíssima, que domina os pontos de venda&#8221;, afirma Pinedo, da Interbrand. &#8220;Os produtos ficam em boa altura nas gôndolas, pirâmides são montadas nos corredores dos supermercados e, às vezes, mais de um ponto do local tem o sabão em pó.&#8221;</p>
<p>A Unilever mostra uma campanha que tenta conciliar os benefícios funcionais e emocionais do produto. Um dos exemplos mais recentes é a que foi lançada em março para o Omo Multiação Tanquinho. De acordo com pesquisas feitas pela empresa, 57% dos lares brasileiros contam com tanquinho. Nessas casas, a mesma água costuma servir para três lavagens: a primeira para roupas mais brancas, a segunda para as coloridas e a última para tecidos menos nobres. Isso constatado, a Unilever desenvolveu um produto que lavasse bem até a terceira &#8220;maquinada&#8221;. &#8220;Temos um trabalho forte de pesquisa. Só quando entendemos todo o processo lançamos um produto&#8221;, afirma a diretora Priya.</p>
<p>O filme da campanha mostra um garotinho brincando de astronauta. Ao sujar a roupa branca, ele corre até a mãe e diz que foi atacado por alienígenas. Pouco depois, volta com seu macacão vermelho de piloto. E, na terceira vez, o menino traz a farda de bombeiro para lavar.</p>
<p>Com essa peça publicitaria, a Unilever consegue mostrar que o produto funciona, sem deixar de lado a principal bandeira da marca: &#8220;Porque se sujar faz bem&#8221;. &#8220;Já são nove anos falando isso. O coração da campanha não muda&#8221;, ressalta Priya.</p>
<p><strong>Coca agita ao som de Joey Ramone</strong></p>
<p>São muitos os que se lembram dos ursos polares ou do Papai Noel da Coca-Cola. E da disputa entre Maradona e o folclórico Biro-Biro para saber quem havia sido melhor jogador de futebol? São campanhas assim que fazem da marca de refrigerantes uma das mais lembradas na pesquisa. Neste ano, destaque para a lembrança entre os mais escolarizados (14%) e os com maior poder aquisitivo (11%).</p>
<p>A indústria chegou ao Brasil em 1942 e, desde então, consegue manter a hegemonia no disputadíssimo mercado de refrigerantes. De acordo com dados da consultoria Nielsen, relativos a agosto, a Coca-Cola -que fabrica uma série de produtos, como a Fanta e a Sprite- detém 56,8% do setor. Já a bebida como o mesmo nome conta com 38,9% do mercado. Em 2008, as empresas de refrigerantes faturaram R$ 20,6 bilhões, com a produção de 11 bilhões de litros da bebida. &#8220;Temos uma consistência de muito tempo&#8221;, afirma o diretor de marketing da Coca-Cola Brasil, Ricardo Fort. &#8220;A marca não envelhece. Todo mundo bebe Coca.&#8221;</p>
<p>A aposta da companhia neste ano é otimista: olhar para o mundo de maneira positiva. Em janeiro, o filme &#8220;Big Splash&#8221; estreou no intervalo da novela das oito da Rede Globo. O vídeo mostra o refrigerante como protagonista de uma explosão de energia, que leva alegria ao que era triste.</p>
<p>No desfecho, a propaganda reforça o poder que cada um tem para construir um mundo melhor. Tudo ao som de Joey Ramone cantando &#8220;What a Wonderful World&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Coca-Cola sempre falou em otimismo e em união entre diferenças em torno de momentos de celebração. São valores que estão em seu DNA e não mudam&#8221;, explica o presidente da Coca-Cola Brasil, Xiemar Zarazúa.<br />
&#8220;Eles sempre aparecem com a mensagem no momento em que o mundo está precisando dela&#8221;, diz Pinedo, da Interbrand. Não é à toa que a consultoria considera a Coca-Cola a marca mais valiosa do mundo há nove anos. Quanto vale? Nada menos do que US$ 68,7 bilhões.</p>
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